PROCESSO DE COMPRA DIRETA NO SETOR PÚBLICO: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PREFEITURA DO NOROESTE GAÚCHO
DOI:
https://doi.org/10.31512/gesto.v14i2.2623Palavras-chave:
Compras públicas. Dispensa de licitação. Inexigibilidade de licitação. Administração pública municipal.Resumo
A contratação direta permite ao poder público adquirir bens e serviços sem licitação, nas hipóteses de dispensa e inexigibilidade previstas na Lei n.º 14.133/2021. Este artigo analisou o processo de compras diretas em uma prefeitura do noroeste gaúcho, identificando entraves e propondo melhorias. Trata-se de pesquisa aplicada, descritiva e explicativa, de abordagem qualitativa, realizada por meio de estudo de caso, pesquisa bibliográfica e documental, observação não participante e entrevistas semiestruturadas, considerando os processos realizados em 2024. Foram analisados 106 dos 145 processos registrados, sendo 89 dispensas e 17 inexigibilidades, selecionados por amostragem aleatória simples. Os resultados demonstraram maior utilização pela Secretaria de Educação, principalmente para manutenção da frota escolar. As dispensas foram concluídas, em média, em 13 dias, enquanto as inexigibilidades demandaram 48 dias. Identificaram-se falhas relacionadas ao planejamento, à elaboração de documentos, ao empenho prévio e à indicação de dotações orçamentárias, associadas à ausência de planejamento anual, à insuficiência de servidores e à falta de capacitação. Propuseram-se manual de procedimentos, listas de checagem, controles informatizados, capacitação continuada e ampliação do quadro. Conclui-se que a efetividade da contratação direta depende de planejamento, controle e qualificação dos agentes envolvidos.
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