CANABIDIOL NA DOENÇA DE ALZHEIMER
NOVAS PERSPECTIVAS PARA O TRATAMENTO DE TRANSTORNOS NEURODEGENERATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.31512/ricsb.v10i1.2417Palavras-chave:
Demência, Alzheimer, Cognição, canabidiolResumo
A Doença de Alzheimer provoca demência e sintomas neuropsiquiátricos que dificultam o cuidado e afetam a qualidade de vida. Os tratamentos tradicionais apresentam limitações e riscos, gerando interesse no uso de canabinoides como alternativa terapêutica. Objetivo do trabalho é analisar, por meio de uma revisão de literatura, os possíveis efeitos terapêuticos do canabidiol no tratamento da Doença de Alzheimer. Revisão da literatura contemplando estudos pré-clínicos, com modelos in vitro e animais, e pesquisas clínicas e observacionais que investigam os efeitos dos canabinoides na doença. Estudos pré-clínicos demonstram que o canabidiol protege neurônios contra a toxicidade do beta-amiloide e reduz o estresse oxidativo, além de melhorar a cognição em modelos animais. A combinação de exercícios intensos com canabidiol mostrou maior eficácia na melhora cognitiva. Ensaios clínicos indicam que formulações com canabidiol e THC são seguras e bem toleradas, reduzindo sintomas como agitação e ansiedade, e diminuindo a sobrecarga dos cuidadores. Os dados sugerem que os canabinoides têm potencial terapêutico promissor para os sintomas da Doença de Alzheimer, especialmente os neuropsiquiátricos. Embora as evidências sejam preliminares e os estudos clínicos ainda possuam limitações, a segurança e os benefícios observados justificam pesquisas futuras mais robustas para confirmar sua eficácia e otimizar o uso clínico.
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