JUSTIÇA RESTAURATIVA NOS TRIBUNAIS ESTADUAIS BRASILEIROS: TRAÇANDO UM PERFIL DE PARADIGMA CRIMINAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31512/rdj.v26i54.2177

Palavras-chave:

Solução de conflitos penais., Novo paradigma de justiça., Aplicabilidade parcial

Resumo

Ao Direito Penal incumbe a função de ultima ratio, capaz de tutelar bens jurídicos, quando outro ramo do Direito não seja capaz de fazê-lo. Contudo, ao se observar a inflação legislativa, assim como os altos índices de encarceramento, é possível observar que o Direito Penal tem sua atuação desvirtuada e voltada a uma ideia preponderante de retribuição. Surge, então, a justiça restaurativa, em contraste aos tradicionais ideais retributivos, dentro de uma compreensão dialógica e reparadora, capaz de satisfazer e atender às verdadeiras necessidades da vítima em face da conduta transgressora do agente. O presente trabalho surge com o objetivo de se analisar qual o perfil paradigmático da justiça criminal brasileira, quanto às práticas de justiça restaurativa no âmbito dos Tribunais Estaduais Brasileiros. Para tanto, metodologicamente, a pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa, documental e bibliográfica, com a utilização do método de abordagem hipotético-dedutivo e do método de procedimento sistêmico, como forma de se enfrentar a resolução da questão-problema. Ao final, foi possível constatar, como resultado, que os Tribunais dos Estados da Federação demonstram avanços em relação à temática, contudo, isso ainda implica em tímido cenário do paradigma restaurativo, vez que se limitam a aplicá-lo quando do julgamento de processo específicos, de menor complexidade. A conclusão aponta que no Brasil ainda não se considera a justiça restaurativa como um efetivo paradigma de justiça criminal, apto a solucionar, de forma plena e satisfatória, os conflitos penais mais graves.

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Biografia do Autor

Ivo Emanuel Dias Barros, Universidade Federal de Pernambuco, Brasil

Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Mestrando em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Pernambuco (PPGD-UFPE).

Jônica Marques Coura Aragão, Universidade Federal de Campina Grande, Brasil

Doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais (UMSA-AR/2012). Doutorado em Recursos Naturais (UFCG/2018). Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (UFPB/2006). Especialização em Direito Processual Civil (UFCG/2005). Graduação em Direito (UFPB/1995). Docente da Universidade Federal de Campina Grande (UAD/CCCJS/UFCG).Pós-doutoranda em Psicologia Social (UFPB/2018-2020).

 

Publicado

2026-08-16

Como Citar

Barros, I. E. D. ., & Aragão, J. M. C. . (2026). JUSTIÇA RESTAURATIVA NOS TRIBUNAIS ESTADUAIS BRASILEIROS: TRAÇANDO UM PERFIL DE PARADIGMA CRIMINAL. Revista Direito E Justiça: Reflexões Sociojurídicas, 26(54), 21-37. https://doi.org/10.31512/rdj.v26i54.2177

Edição

Seção

ARTIGOS